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Geração Z e vida noturna: o relatório da The Harris Poll mede preço, ruído e horário, não vontade de sair

A The Harris Poll inquiriu 603 jovens norte-americanos sobre os seus fins de semana. 88% evitam algum plano social, mas 79% querem sair barato: não é a mesma coisa.

Por Redacción Futura Tickets

Redacción

Respuesta rápida

O relatório "The Gen Z Weekend Report" da The Harris Poll, de julho de 2026, regista que 88% da geração Z evita algum tipo de atividade ou ambiente social, mas a sua desagregação não aponta para o sair: aponta para o preço (36% evitam gastar muito numa só noite), para o ruído (38% evitam discotecas e bares cheios), para o álcool como eixo (35%) e para o horário (29% evitam ficar fora depois da meia-noite). Ao mesmo tempo, 79% querem formas acessíveis de sair e 69% pedem opções noturnas tardias que não pareçam um bar nem uma discoteca. É um inquérito online a 4.100 adultos dos Estados Unidos, 603 deles da geração Z, e não mede Portugal.

A The Harris Poll publicou em julho de 2026 o The Gen Z Weekend Report. A 31 de agosto, o Portal de la Música en Vivo, o meio da Asociación de Promotores Musicales, pegou nele com este título: a geração Z afasta-se da vida noturna. Os seus próprios dados matizam bastante essa frase.

O que aconteceu

É um inquérito online feito nos Estados Unidos entre 28 de maio e 6 de junho de 2026, com amostra representativa nacional de 4.100 adultos com 18 anos ou mais. Destes, 603 são da geração Z (18 a 29 anos): é dessa subamostra que saem todos os números que se seguem.

Dois dados alimentam o título: 74% ficam em casa pelo menos metade dos fins de semana do mês e 73% admitem que ficar já é o seu plano por defeito, para poupar dinheiro (49%) e recuperar física e mentalmente (47%).

O terceiro é o que mais circula solto: 88% evitam ativamente algum ambiente ou atividade social; apenas 12% não evitam nenhum.

Porque importa

Aberto, esse 88% não descreve alguém que não quer sair. Evitam encontros em grupos grandes com pessoas que mal conhecem (39%), espaços ruidosos e apinhados como discotecas ou bares cheios (38%), gastar muito numa só noite (36%), que beber seja o centro da socialização (35%), ficar fora depois da meia-noite (29%), planos de que custa sair cedo (26%) e eventos excessivamente planeados (26%).

O que os atrai vai na direção contrária ao título: formas acessíveis de sair (79%), ambientes mais tranquilos (76%), não ter de beber para participar (69%) e opções noturnas tardias que não pareçam bares nem discotecas (69%).

O dinheiro atravessa o documento. 68% dizem que sair não compensa pelo que faz à carteira e 62% evitam fazer planos para não se arrependerem do gasto. 85% fizeram algo no último ano para ver pessoas gastando menos: receber em casa, inscrever-se em eventos por amigos ou trabalho e procurar bilhetes com desconto, as três práticas com 30%.

O horário também se move: 54% preferem as atividades de fim de semana de dia e 45%, de noite. Também não é desapego social: 51% declaram solidão ao fim de semana, o valor mais alto das quatro gerações medidas.

Falta dizer o limite, e quase ninguém o diz: são 603 pessoas inquiridas nos Estados Unidos, mede atitudes declaradas e não presença, e não descreve ninguém em Espanha. O que aí está medido é a bilheteira: o Anuário da APM cifrou a música ao vivo em 807,2 milhões em 2025, mais 11,24%. Isso é dinheiro, não hábitos. E dos seis números de público que os festivais espanhóis publicaram em agosto, nenhum explicava como se tinha contado as pessoas.

O que fazer com isto

O relatório não fala de Portugal nem recomenda nada. Três perguntas para os teus próprios números:

  • Que parte do teu gasto médio por pessoa sai do bar. 35% evitam que o álcool seja o centro da socialização; 73% gostariam de mais ambientes onde não o seja.
  • A que horas entra o teu público e se há algo programado de dia. 29% evitam ficar fora depois da meia-noite; a preferência pelo dia ganha por 54% a 45%.
  • Se a tua curva de venda oferece algo a quem decide nessa mesma tarde. 30% procuraram bilhetes com desconto ou ofertas de última hora no último ano; 18% entraram em sorteios ou filas.

Fontes

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Preguntas frecuentes

O que diz exatamente o relatório da The Harris Poll sobre a geração Z e a vida noturna?
Que 88% evitam algum tipo de atividade ou ambiente social e que apenas 12% não evitam nenhum. Aberta a desagregação, o que evitam são os encontros em grupos grandes com pessoas que mal conhecem (39%), os espaços ruidosos e apinhados como discotecas ou bares cheios (38%), gastar muito numa só noite (36%), que beber álcool seja o centro da socialização (35%), ficar fora depois da meia-noite (29%), os planos de que custa sair cedo (26%) e os eventos muito estruturados ou excessivamente planeados (26%). Em paralelo, 79% acham atrativas as formas acessíveis de sair e 69%, as opções noturnas tardias que não pareçam um bar nem uma discoteca.
Quem foi inquirido e onde?
4.100 adultos com 18 anos ou mais nos Estados Unidos, num inquérito online realizado pela The Harris Poll entre 28 de maio e 6 de junho de 2026, com amostra representativa a nível nacional. Dentro dessa amostra há 603 pessoas da geração Z (18 a 29 anos), 1.297 millennials (30 a 45), 1.050 da geração X (46 a 61) e 1.150 boomers (62 ou mais). As percentagens sobre a geração Z que circulam saem dessas 603 pessoas.
Estes dados servem para Portugal?
Não. O inquérito foi feito nos Estados Unidos e a subamostra que sustenta os títulos são 603 pessoas desse país. Nenhuma dessas percentagens pode ser transposta para uma sala, uma discoteca ou um festival português. O relatório mede, além disso, atitudes declaradas num inquérito, não presença real em espaços.

Sobre o autor

Redacción Futura Tickets

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Elaborado por la Redacción de Futura Tickets con asistencia de IA y revisión editorial humana. Responsable editorial: Alejandro García Cestero. Foto: RDNE Stock project vía Pexels.

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